Hoje foi um dia solitário, cheio de pequenos acontecimentos, uns expressivos outros cotidianos. Dia de sol, quente, claro, maravilhoso, brisa leve, porém quente. Tive pequenas doses de solidão. Perambulei pelas ruas, iluminadas pelo sol, sei que sentirei saudades de cada rua percorrida, elas já me são tão familiares, na verdade já sinto saudades...
Foi-se o dia, fez se a noite, noite de lua, “noite branca”, me faz lembrar Dostoiévski, com suas noites brancas, daquelas que só “são possíveis quando somos jovens”, lembro também de Neruda “posso escrever os versos mais tristes esta noite”. Lembro um amigo, ou “ex” amigo se é que existe “ex-amigo”, em uma noite branca em que juntos vivemos, momentos de pura beleza e leveza, noite clara, caipirinha, fogo, água e pequenas confidências, naquele dia acreditei em eternidade...
Hoje é dia proibido de dormir, como dormir em uma noite tão linda de verão. O Verão tem desses momentos antagônicos, dias banhados em chuvas, dias melancólicos, nublados e outros quentes, sol, lua... E hoje foi assim, porém hoje é domingo, e domingo é sempre triste, por isso essa solidão a conta gotas a me atormentar, a me fazer sofrer, e viver hoje se torna doloroso. Com Cena Muda termino, ao meu amigo de 07 de setembro de 2005, em uma noite branca...
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